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Slow fashion: o que é e como pode influenciar sua vida

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Slow fashion: nos últimos tempos este termo vem sido bem utilizado e disseminado em diversas mídias. Mas afinal, você sabe o que é slow fashion e o que ele representa hoje na sociedade? E o que ele pode influenciar sua vida?


Slow fashion: criação

O movimento slow fashion foi criado pela inglesa Kate Fletcher, que é autora de diversas publicações acadêmicas, livros e é professora do Centre for Sustainable Fashion.

O slow fashion foi inspirado no movimento slow food, que tem como princípio básico:

O direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção, os produtores.


Slow fashion: o que é

Há um tempo atrás eu fiz um post sobre um movimento que há tempos vem regido o consumo desenfreado: o fast fashion, vale o clique! Ele vai auxiliar muito a sua concepção sobre este termo.

O movimento slow fashion nada mais é do que uma nova forma de consumo consciente, levando principalmente em consideração os impactos que a produção de suas peças tem no meio ambiente e nas pessoas que as produzem.


Slow fashion: causas e efeitos

Você já parou para pensar em toda a cadeia de produção de uma peça? Desde a produção de matéria-prima para a confecção de tecidos e materiais necessários, o processo de costura até o produto final chegar nas lojas? O slow fashion está aí para você refletir!

Para muitos, este processo não passa em sua cabeça, assim como o caminho da produção de alimentos até eles chegarem nas prateleiras dos supermercados. Há uma enorme estrada e ela não é tão linda como muitos pensam.

As lojas que produzem peças no estilo fast fashion e que cobram preços baratos por suas peças tem que lucrar de alguma forma, não é certo? E quem é que paga o preço?

Posso te afirmar com certeza que não somos nós, consumidores. Apesar de vivermos em um país subdesenvolvido, não temos muitas notícias das atrocidades que os trabalhadores da área rural e têxtil sofrem para produzir roupas a preços ínfimos e que são vendidas a preços módicos para nós.

A maior parte da riqueza está na mão de poucos e a sociedade não tem a possibilidade de adquirir produtos de qualidade e sabendo qual é a sua procedência.

Ainda existe outro fator predominante: em meio a uma sociedade consumista e imediatista, o slow fashion não parece ser algo muito bonito à primeira vista, mas quero te convidar, ou melhor, desafiar a assistir um documentário.


Slow fashion: documentário The True Cost

Várias pessoas comentaram comigo sobre o documentário The True Cost, um excelente material para quem não conhece o movimento slow fashion.

Em uma tarde resolvi assistir o documentário e ao terminar fiquei simplesmente sem palavras! O The True Cost está disponível no Netflix.

Este trailer é só uma amostra do quão grandioso é o sistema da moda (fast fashion), como influencia nossas preferências e gostos e o quão ele pode ser cruel.


Slow fashion: como posso fazer a minha parte?

Aderir o slow fashion pode ser fácil e difícil ao mesmo tempo. O motivo: a questão da renda é um fator dominante, assim como a necessidade que a mídia nos impõe de sempre querer mais.

Por outro lado, podemos e devemos ver o lado mais humano e econômico do slow fashion. Que tal priorizarmos algumas coisas? É possível economizar e muito aderindo ao slow fashion.

Para fazer sua parte é importante saber de algumas coisas: de onde a peça está vindo? Como ela foi produzida? Quais os impactos que ela gerou no meio ambiente e para quem a confeccionou?


Slow fashion: como aderir ao movimento?

Creio que a máxima do slow fashion é: compre de consumidores locais! Só assim é possível saber a real procedência da peça, se houve trabalho escravo, e o impacto da peça.

Comprar de marcas locais pode ser caro, mas tem suas vantagens! Você está investindo em qualidade e design da peça, com certeza não haverá milhares delas por aí. Isto é um ponto positivo.

Caso você não tenha condições de comprar uma peça, aguarde as promoções! Elas sempre estão acontecendo (principalmente agora em épocas de crise).

Outras soluções são: vá em bazares e brechós (vou sempre que posso no bazar da Basílica de Santo Antônio e amo!), troque roupas com parentes e amigos e customize aquelas que não fazem mais o seu estilo, é uma delícia!

Ah, faça compras conscientes! Pense: eu necessito desta peça? Não será mais uma em meu armário? Você pode até gastar mais ao comprar peças de marcas locais, mas em compensação comprará roupas com qualidade.

Aderir ao slow fashion não é impossível! Ao comprar consciente, você terá possibilidade de investir seu dinheiro em outras áreas: laboral, lazer, viagens… não é o máximo? Conhecimento e diversão nunca são demais!


Slow fashion: considerações finais

Quero deixar uma coisa bem clara: não estou fazendo apologia a radicalismos. Tenho muitas roupas que foram produzidas em países onde foi constatado trabalho escravo.

Não as joguei fora em função de ter aprendido sobre o slow fashion. Não vou dizer também que nunca mais comprarei em lojas de departamento ou em locais que sei que as roupas foram produzidas em outros países, isto seria hipocrisia (e um coisa que detesto é a tal da hipocrisia).

Quando vou uma loja que sei que comercializa roupas de fora, sempre olho na etiqueta o local que ela foi produzida e tento evitar a compra de peças que não sejam produzidas no Brasil.

Atualmente estou preferindo peças com tecidos que respiram melhor (os naturais ou viscose). Este pequeno ato evita compras desnecessárias com pelas que não usarei em função do clima de onde vivo.

Já sou adepta a compras em bazares e brechós, bem como da troca de peças e customização.

A questão do slow fashion é muito mais profunda. Pois aderir ao slow fashion não é só deixar de consumir uma peça produzida em locais em que está comprovado o trabalho escravo.

É necessário que as autoridades mudem as legislações, que o sistema da moda se reinvente. Infelizmente nós somos apenas os consumidores finais, nós deixarmos de consumir não fará uma enorme diferença.

Ao mesmo tempo de uma coisa eu sei: vou tentar fazer o pouco, evitar o consumo desenfreado e priorizar marcas regionais. Quem eu puder influenciar nesta onda do slow fashion, será ótimo!


Um tema um tanto complexo, não é?

Ainda estou no início do meu aprendizado em relação ao movimento slow fashion, mas quero me aprofundar mais no assunto!

E aí, você já tinha ouvido falar sobre o slow fashion? Tem vontade de aderir ao movimento?

Aguardo você nas redes sociais do blog! Não deixe de seguir o perfil do Instagram e curtir a fanpage do Facebook!

Beijos, fique com Deus!


Durante todo o mês de abril, participarei do Blog Every Day in April – BEDA, ou seja, posts fresquinhos todos os dias para você! Não deixe de conferir! <3

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