Fast fashion: o que é?

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Fast fashion para a maioria da população é sinônimo de lojas de departamento que praticam preços melhores dos que os das marcas em geral. Mas na verdade não é somente isto! Existe todo um conceito atrás deste termo e hoje vou falar um pouco sobre este tema para você.

Na verdade, a fast fashion não é uma loja, mas sim um modelo de mercado. Para a grande massa, este termo está associado a produção de roupas em larga escala e preços baixos, mas não é assim! Saiba que a fast fashion abarca marcas de grife em seu contexto.

Fast fashion: o que é

A fast fashion surgiu na Europa como modelo de comercialização. O seu foco é o cliente local, ou seja, as lojas que utilizam este modelo pesquisam o mercado para saber o perfil e as preferências de seus consumidores, para produzir produtos que eles desejam e em consequência haverá uma rápida saída das lojas.

Apesar do significado ser “moda rápida”, para o escritor italiano Enrico Cietta criou um livro intitulado “A revolução do Fast Fashion”, que fala sobre este movimento, não é exatamente isso que o termo representa.

Em entrevista para o site IG, ele afirmou o seguinte:

Especialmente nos segmentos de preço mais alto não pode ser tão rápido. O que determina o modelo de negócio não é velocidade, mas o target (alvo). Fast food é sempre rápido. O fast fashion não necessariamente é fast, mas é sempre fashion.

Fast fashion: origem

Ainda segundo o escritor Enrico Cietta, a origem da fast fashion foi da seguinte forma:

As empresas perceberam que os consumidores aprenderam a esperar pelas liquidações, e tiveram de buscar um novo modelo de varejo. O fast fashion envolve o consumidor no design do produto, na medida em que é produzido aquilo que o consumidor deseja.

Existem pontos positivos e negativos no movimento fast fashion, mas ao meu ver aqui no Brasil as observações que vou fazer a seguir atingem deliberadamente as lojas de departamento (sejam elas nacionais ou franquias internacionais).

Fast fashion: pontos positivos

Ao poder compreender um pouco mais do movimento fast fashion, encontrei alguns pontos positivos:

  • As coleções são pensadas no público local;
  • As peças seguem as tendências de moda, porém adequadas para a realidade local;
  • O preço são geralmente mais em conta do que as roupas das lojas de grife (mas esta realidade está mudando, hoje é possível encontrar em lojas de departamento preços praticados de forma parecida de algumas grifes).

Fast fashion: pontos negativos

  • A qualidade das peças não é tão boa quanto a lojas que prezam por bons materiais e acabamentos;
  • Por ter micro coleções lançadas quase que semanalmente, lojas que apelam para a modalidade fast fashion induzem o consumidor a um consumismo desenfreado;
  • Este consumismo desenfreado citado no ponto anterior é devido ao bombardeio da mídia das marcas que aderiram ao movimento fast fashion em cima dos consumidores, fazendo com que eles achem que tem uma real necessidade de adquirir todas as novidades disponíveis no mercado;
  • As lojas que praticam preços baixos precisam encontrar formas para o fazer, isto reflete não só na qualidade do material (que já foi falado anteriormente), mas também em como e por quem as peças serão produzidas. Os escândalos de lojas de departamento que utilizam mão-de-obra escrava não são poucos!

Fast fashion: resumo final

Hoje aprendemos que fast fashion não é sinônimo de lojas que produzem roupas em larga escala a preços baixos, mas sim um modelo de mercado que preza o interesse do consumidor em adquirir itens de moda. As marcas que aderem a este movimento podem ser lojas de departamento ou grifes (renomadas ou não).

Em função do interesse em produzir peças ao gosto do consumidor, são lançadas várias coleções ao longo do ano, ao invés de coleções conforme as estações (primavera, verão, outono e inverno). Isso faz com que haja uma maior rotatividade das peças nas lojas e em consequência, maior lucratividade.

Existem pontos positivos e negativos, mas ao meu ver os pontos negativos sobressaem. Já comprei (e ainda compro) em lojas de departamento, mas agora eu tomo algumas precauções na hora da compra, sempre olho o material que ele foi produzido e seu acabamento.

Hoje penso em aderir ao movimento slow fashion, mas isto é assunto para outro post que em breve você verá por aqui.

E aí, gostou do post de hoje? Sabia do real significado do termo fast fashion?

Beijos, fique com Deus!

Durante todo o mês de agosto, participarei do BEDA (Blog Every Day in August), ou seja, posts fresquinhos todos os dias para você! Não deixe de conferir! <3

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<p>Evangélica, esposa, advogada e grande entusiasta em descobrir e compartilhar novidades!</p> <p>Desde pequena estive envolvida em meio a tecidos e revistas, pois minha mãe trabalhava em uma loja especializada do ramo. Brinquei de comidinha, casinha, de costurar roupas para minhas bonecas. Brinquei também de queimada, futebol, pique-esconde… talvez por crescer fazendo tantas coisas, veio também meu desejo de falar sobre os mais diversos assuntos.</p> <p>Amante do “Faça Você Mesmo” ou “DIY” desde criança, quando cheguei a época da escolha do curso, quis fazer moda. Mas minha mãe disse que isso não era curso “para gente pobre”, então após diversas conversas com familiares, decidi fazer o curso de Direito.</p> <p>Formei (e amo o meu curso!), mas o desejo e gosto por moda, beleza, variedades e minha vontade em compartilhar informações falou mais alto!</p>

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